Tripulação do Fram confirma título de 2011 com estratégia diferente
das demais tripulações
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| Fram se destacou na BRA-RGS A |
A equipe do Fram se sobressaiu no segundo semestre de 2011 com uma estratégia pouco usada pelos barcos de oceano que disputam a Copa Suzuki Jimny. Em todas as quatro etapas do circuito, a tripulação de Felipe Aidar foi para o mar três horas antes da largada oficial, simulando o que ocorre com os profissionais. No sábado (3), no penúltimo dia do campeonato, não foi diferente e o time venceu uma das provas, levando a taça por antecipação.
A tática de ‘sentir’ o vento e entrosar mais o grupo deu certo e o veleiro confirmou o título da classe BRA-RGS A, uma das mais equilibradas da vela oceânica nacional. "Nosso trabalho é focado em treinamento. Isso faz a diferença na hora da regata. Sair mais cedo para testar equipamento é importante, principalmente para antecipar o regime de ventos e afinar as manobras", conta Felipe Aidar, líder do Fram.
Os treinamentos começaram em 2010 em Ilhabela com a presença de todos os integrantes. A rotina surtiu efeito e o comandante Felipe Aidar se orgulha em dizer que a tripulação foi treinada no próprio Beneteau 40.7 e está preparada para realizar a mesma função em qualquer barco de oceano. "Todos estão de parabéns por aproveitar essa oportunidade", comenta Felipe Aidar.
O desempenho do Fram em 2011 foi comemorado pelo grupo. Além da Copa Suzuki Jimny, a equipe levou o Campeonato Paulista, em setembro, também em Ilhabela. Os adversários, como Valéria Ravanni do Jazz, elogiam a dedicação e persistência do companheiro de classe.
"O Fram evoluiu bem mais que o nosso time desde o meio do ano. Por isso é sempre bom ter um adversário forte para nossa tripulação se sentir mais desafiada. O campeonato foi equilibrado e velejar na Ilhabela é um show à parte", acrescenta Valéria Ravanni, comandante do Jazz, que rivalizava com o Fram na pontuação até a terceira etapa do circuito.
Sorte de campeão - Na Volta a Ilhabela - Sir Peter Blake, no último sábado (26), o Fram protagonizou uma cena digna de campeão. Na regata de 30 milhas marcada por pouco vento, apenas seis barcos completaram o percurso. O veleiro de Felipe Aidar resolveu tentar a sorte e chegou faltando 50 segundos antes do tempo limite de 15 horas.
"Foi uma regata bastante desgastante. Ficávamos no GPS de olho no ETA - horário previsto de chegada - e estava no limite. Mudamos a direção do barco a todo momento e aproveitamos qualquer sopro", finaliza Felipe Aidar.
O evento tem organização do Yacht Club de Ilhabela, com patrocínio máster da Suzuki Veículos e apoio da Brancante Seguros, Cerveja Devassa, Nautos, Ancoradouro, Prefeitura Municipal de Ilhabela e Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião.
Fonte: ZDL de Comunicação
Foto: Aline Bassi / Balaio
